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Eu quero plantar e colher com a mão , a pimenta e o sal : Nossa horta

  • Milena Velloso
  • 15 de jul. de 2015
  • 2 min de leitura

Boa parte do nosso sonho de viver no campo incluia um galinheiro - eu como dois ovos fritos todo dia há mais de quinze anos. Relaxem... meu colasterol é baixo e sou saudável. Além do galinheiro, é claro, planejávamos ter uma horta. Assim, munidos de gadenho, foice e rastelo inicamos a limpeza do terreno e preparo da terra, para, no final do dia, plantamros um pouco de alface, rúcula, boldo , capim santo e erva cidereira. No meio do caminho um pé de tomate apareceu, não foi plantado, provavelmente algum passarinho trouxe as sementes de presente. O fato é que esse pé de tomate desavisado foi um sucesso total, todos os dias tinha revezamento para acompanhar o crescimento do tomate... êta tomate esperado... até que uns dias depois, olha ele lá.. gordo, suculento e ... vermelho. Marina, a menor, ficou encantada com a alquimia da natureza que nos dá tanto , pedindo tão pouco em troca.

Esse dia foi um dos mais cansativos. Lembro que fomos comer um PF próximo de casa, a pé, e quase não sentíamos nossas pernas e braços. Enquanto aguardávamos famintos, um grupo na mesa ao lado discutia fervorosamente sobre algum assunto religioso. Eram bem intolerantes... Em qualquer outra situação, teria sentido um forte desejo de intervir e dizer algo, nem que fosse em alto e bom som para mim mesma, mas estávamos tão cansados que só oramos por silêncio para comermos em paz depois de uma jornada de trabalho tão exaustiva. Nesse dia descobri porque pessoas de cidade são tão falastronas e as do campo mais silenciosas: o silêncio advêm de mãos que trabalham na terra, duro e por muitas horas. Corpo sã, mente sã e não o contrário, como nos ensinaram cidades afora.


 
 
 

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